Coface projeta preços de cobre e níquel dobrando até 2035

A Coface, em seu recente relatório, prevê que os preços do cobre e do níquel têm potencial para dobrar até o ano de 2035. O mecanismo econômico subjacente a essa projeção é a expectativa de que a oferta global desses metais não conseguirá acompanhar a demanda crescente, impulsionada pela transição energética. Para o investidor brasileiro, o impacto chega via valorização de exportadoras de commodities e, indiretamente, pela pressão inflacionária global sobre bens manufaturados. Historicamente, períodos de forte desequilíbrio de oferta e demanda em commodities, como o boom dos anos 2000, resultaram em aumentos de preços substanciais. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação de relatórios anuais de produção e reservas das grandes mineradoras, que podem ajustar as estimativas de oferta futura. O desfecho dependerá da velocidade da expansão da capacidade de mineração e refino, da taxa de adoção de tecnologias de transição energética e da evolução de alternativas para esses metais.

Análise

Acompanhar os relatórios trimestrais de produção e guidance das principais mineradoras de cobre e níquel, bem como os dados de investimento em infraestrutura de energia renovável e vendas de veículos elétricos, que saem mensalmente.

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