Ibovespa e dólar voltam à prova: quais níveis podem definir a reabertura do mercado?

O mercado brasileiro retomou suas operações nesta terça-feira, 03/11/2026, com novas referências técnicas após o segundo turno das eleições. Nos cinco pregões seguintes à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa registrou uma queda de 18,12%, passando de uma região acima de 200 mil pontos para 167.922 pontos. A pressão foi iniciada no primeiro pregão após o resultado, com uma desvalorização de 13,81% que acionou o circuit breaker. A sequência de cinco sessões consecutivas de baixa deixou o índice cerca de 42 mil pontos abaixo de sua máxima histórica de 209.713 pontos. Esse movimento colocou a semana entre as mais negativas da história recente da Bolsa, sendo a maior queda desde março de 2020, e resultou na perda de aproximadamente R$ 963 bilhões em valor de mercado para as empresas listadas na B3. No câmbio, o dólar futuro avançou 9,99%, fechando a semana em 5.470 pontos, enquanto o dólar à vista teve valorização superior a 9%, aproximando-se de R$ 5,44. A intensidade da reprecificação tornou obsoletas referências técnicas anteriores, com o Ibovespa rompendo suportes de 200 mil e 189.487 pontos e o dólar futuro superando resistências entre 5.067 e 5.155 pontos.

Análise

O desfecho do movimento de reprecificação dependerá da capacidade do Ibovespa em sustentar as novas faixas de suporte, especialmente a região entre 164 mil e 160 mil pontos. No dólar futuro, a continuidade da alta ou uma realização dependerá da reação do mercado ao nível de 5.494 pontos, com a reabertura do mercado nesta terça-feira, 03/11/2026, sendo crucial para observar a dinâmica inicial.

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