O presidente Lula reconheceu que desconhecia a ausência de reajuste do Bolsa Família, programa que acabou de receber um aumento de 15% de R$ 600 para R$ 691, 17 dias antes do primeiro turno. O repasse maior eleva a renda disponível das famílias de baixa renda, impulsionando o consumo de bens e serviços. Esse estímulo ao consumo beneficia empresas de varejo que atendem esse público, como Magazine Luiza, Lojas Renner e Americanas. Ao mesmo tempo, o aumento de gasto público amplia o déficit fiscal, pressionando a dívida pública e podendo elevar os juros dos títulos do governo. A percepção de risco fiscal pode afetar a cotação do real e gerar cautela entre investidores institucionais. A oposição qualificou a medida como eleitoreira, o que pode gerar volatilidade política nas próximas semanas. O desdobramento dependerá da reação dos mercados ao sinal de maior gasto e da evolução das contas públicas nas divulgações subsequentes.
A divulgação do relatório de contas públicas do Tesouro em 30/10 e a publicação do IPCA em 12/11 definirão se o aumento do Bolsa Família será absorvido sem elevar excessivamente o déficit ou gerar pressões inflacionárias.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real