O fundo imobiliário Zagros Renda (GGRC11) assinou um compromisso para vender 10 empreendimentos de seu portfólio por R$ 530 milhões, mostra fato relevante divulgado ao mercado. O comprador é o FII Suno Imóveis (SNIM). De acordo com o comunicado, a transação envolve galpões logísticos localizados em diferentes regiões do país. São eles: Ambev Pelotas, em Pelotas (RS); Benteler, em Igarassu (PE); CD Cotia, em Cotia (SP); Eagleburgmann, em Campinas (SP); Martin Brower, em Curitiba (PR); Todimo, em Cuiabá (MT); CD Contagem, em Contagem (MG); Green House, em Indaiatuba (SP); Ambev Itajaí, em Itajaí (SC); Ambev Guarulhos, no limite entre Guarulhos e Itaquaquecetuba (SP). Segundo o GGRC11, o preço acordado representa um prêmio de aproximadamente 14,18% em relação aos valores dos últimos laudos de avaliação dos imóveis. A taxa interna de retorno (TIR) estimada da operação é de 12,57% ao ano, enquanto o lucro esperado é de cerca de R$ 75 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 0,22 por cota. Como será feito o pagamento? A quitação dos R$ 530 milhões será realizada em etapas. A primeira corresponde a um sinal de R$ 10,6 milhões, equivalente a 2% do valor total, já pago na assinatura do compromisso de compra e venda. Outros R$ 371 milhões, ou 70% do preço, serão desembolsados na data de fechamento da operação, enquanto os 28% restantes, correspondentes a R$ 148,4 milhões, serão pagos em 14 parcelas mensais, iguais e sucessivas de R$ 10,6 milhões cada, sem atualização monetária. A primeira prestação terá vencimento 30 dias após a assinatura do compromisso, e as demais vencerão no mesmo dia dos meses seguintes. O fechamento completo da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de conclusão até 6 de novembro de 2026. De acordo com o GGRC11, a operação está alinhada à estratégia de gestão ativa, permitindo a realização de ganhos de capital, reciclagem de portfólio e reorganização da exposição imobiliária. O que o FII fará com o dinheiro da venda? Ainda de acordo com o fato relevante, o lucro da operação será considerado na apuração dos resultados distribuíveis aos cotistas, respeitando o efetivo recebimento dos valores, a legislação e a política de distribuição do fundo. A gestão do veículo, no entanto, não garantiu que o ganho de capital será integralmente repassado aos investidores. Pelo comunicado, os recursos também poderão ser destinados à aquisição de cotas de outros fundos imobiliários, à amortização de obrigações relacionadas a Certificados de Recebíveis (CRIs), à compra de novos imóveis e ao cumprimento de outras obrigações do GGRC11.
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