EUA: Vitória democrata no Senado reduz influência de Trump sobre o Fed

Em 04/11/2026, a campanha de Donald Trump para reformular o Federal Reserve encontrou um obstáculo decisivo quando os democratas conquistaram o controle do Senado. A mudança de maioria impede a Casa Branca de confirmar indicados leais ao governo para o Conselho de Governadores do Fed, composto por sete membros, privando a administração de sua alavanca mais direta para exercer controle sobre o banco central americano. Sob a nova maioria, a senadora de Massachusetts, Elizabeth Warren, provavelmente assumirá a presidência do Comitê Bancário do Senado, órgão que supervisiona o Fed, e deverá bloquear nomeações consideradas excessivamente suscetíveis à pressão do Executivo. Warren defende a autonomia do banco central para definir as taxas de juros, livre de interferência política. Mark Spindel, gestor de investimentos da Potomac River Capital, afirmou que o Fed ganha uma proteção mais robusta com um Senado Democrata. O resultado também poderia dar ao Fed, e ao seu presidente Kevin Warsh, mais liberdade para combater a inflação com taxas de juros mais altas. Jeffries, presidente da Câmara, comandará uma maioria que tomará posse na primeira semana de janeiro. Daleep Singh, economista-chefe global da PGIM, disse que o presidente tem menos influência sobre o Fed. Trump continuou sua campanha para destituir a governadora do Fed, Lisa Cook, e ordenou uma audiência na Casa Branca para examinar alegações de fraude hipotecária. O presidente também considerou opções para aumentar o controle sobre os bancos regionais do Fed.

Análise

A definição do desfecho dependerá das próximas votações de indicação ao Conselho de Governadores do Fed no Senado, previstas para o início de 2027, e da eventual aprovação de audiências sobre a governadora Lisa Cook, marcada para dezembro de 2026.

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