O BTG Pactual ajustou sua carteira de fundos imobiliários e de infraestrutura para julho, excluindo TEPP11 (Tellus Properties) e RURA11 (Itaú Asset Rura) e diminuindo a exposição a RBRY11 (RBR Crédito) em 2 pontos percentuais. A remoção e redução da participação por um grande banco como o BTG Pactual sinaliza uma reavaliação da atratividade desses ativos, podendo gerar pressão vendedora devido à saída de investidores institucionais e a percepção de menor confiança no mercado. Como consequência, TEPP11 e RURA11 podem enfrentar desvalorização imediata e queda de liquidez, enquanto RBRY11 pode sofrer pressão de venda. Investidores de varejo que seguem as recomendações de grandes casas devem reavaliar suas posições nesses fundos, considerando o impacto no valor patrimonial e nos dividendos. Outras casas de análise e gestores de fundos podem seguir a mesma linha, aumentando a pressão sobre os ativos excluídos e realocando capital para os fundos que tiveram a participação elevada. Em 2021, a exclusão de alguns FIIs de carteiras recomendadas por grandes bancos levou a quedas de 4% a 7% no preço de mercado desses fundos no curto prazo. O próximo dado a monitorar é a divulgação dos relatórios mensais de outros bancos e casas de análise, que podem confirmar ou contrariar a visão do BTG Pactual. No médio prazo, a performance desses FIIs dependerá da capacidade de seus gestores em demonstrar resiliência e valor, podendo haver uma recuperação gradual ou consolidação das perdas.
Nas próximas 2-4 semanas, TEPP11, RURA11 e RBRY11 devem enfrentar pressão de venda e desvalorização, com quedas potenciais de 2% a 5% se o mercado seguir a recomendação do BTG Pactual. O principal gatilho para uma reversão seria a divulgação de resultados operacionais superiores ou a inclusão em outras carteiras recomendadas de grandes bancos.
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