A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) divulgou, em 4 de novembro de 2026, lucro líquido de R$ 616 milhões no 3º trimestre, representando crescimento de 367% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A empresa atribuiu o desempenho ao resultado operacional e à captura de benefício econômico decorrente da renegociação e liquidação antecipada de obrigações de Uso do Bem Público (UBP), que exigiu desembolso líquido de R$ 262 milhões e gerou benefício de R$ 526 milhões, resultando em ganho líquido de R$ 315 milhões após efeitos tributários. O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) manteve‑se em patamares elevados, atingindo US$ 3.226 por tonelada, alta de 23% em relação ao terceiro trimestre de 2025. De julho a setembro, a produção de alumínio líquida foi de 94 mil toneladas (alta anual de 1%) e as vendas totalizaram 132 mil toneladas, 1% acima do trimestre anterior. O EBITDA ajustado chegou a R$ 565 milhões, aumento de 142% frente ao 3º trimestre de 2025. A receita líquida consolidada foi de R$ 2,7 bilhões, 18% maior que no ano anterior, dos quais R$ 2,5 bilhões vieram do negócio de alumínio. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 2,8 bilhões, queda de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, reduzindo a alavancagem para 1,38 vezes. O CEO Luciano Alves destacou que preços mais altos da commodity ajudam a melhorar a alavancagem, mas a empresa mantém cautela quanto a perspectivas de preços nos próximos meses.
A definição do desfecho dependerá da evolução do preço do alumínio na LME nos próximos trimestres e da conclusão de eventuais novas renegociações de obrigações de Uso do Bem Público, cujas informações deverão ser divulgadas nos relatórios trimestrais subsequentes, a partir de fevereiro de 2027.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real