A Motley Fool aponta uma ação de crescimento que registrou uma desvalorização de 34% no último ano, tornando sua avaliação fundamentalmente mais atrativa para aquisição. Este cenário sugere um mecanismo de mercado onde a correção de preços em ativos de crescimento, sem alteração nos fundamentos de longo prazo, abre espaço para valorização futura pela demanda de investidores. Fundos de tecnologia como QQQ e ARKK, além de empresas de semicondutores como NVDA, podem ser beneficiados pela busca por ativos com potencial de recuperação. Para o investidor brasileiro, o impacto pode ser sentido via ETFs internacionais como IVVB11 ou BOVA11, que possuem exposição indireta a empresas globais de crescimento, ou através da valorização do dólar frente ao real em caso de fluxo para esses ativos. Historicamente, após a bolha das pontocom em 2000-2002, muitas empresas de tecnologia que sobreviveram e continuaram a inovar viram suas ações se recuperarem fortemente nos 5 anos seguintes, como a Amazon. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação de resultados de grandes techs no próximo trimestre, que pode revalidar teses de crescimento. No médio prazo, a tese de investimento em ações de crescimento descontadas permanece resiliente, especialmente se o cenário de juros estabilizar ou iniciar um ciclo de queda.
Nos próximos 2-4 meses, se o cenário macroeconômico global se mostrar mais favorável à redução de juros, espera-se que ações de crescimento e ETFs como QQQ possam testar resistências próximas a $750-770. O gatilho principal será a postura do Fed na reunião de setembro sobre a política monetária.
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