Gastos do INSS podem subir mais R$ 1,1 bilhão

O governo federal já devolveu R$ 3,6 bilhões a cerca de 5,1 milhões de aposentados e pensionistas prejudicados por descontos associativos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar do avanço nos pagamentos, aproximadamente 1,6 milhão de segurados ainda aguardam a resolução de contestações, enquanto a União tenta recuperar o dinheiro de entidades e pessoas investigadas pelo esquema. A investigação teve início com a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria‑Geral da União (CGU), em abril de 2025. O esquema envolvia a cobrança de mensalidades de associações e sindicatos diretamente nas aposentadorias e pensões, em muitos casos sem o conhecimento ou a autorização dos titulares. O balanço de ressarcimento indica que 5,1 milhões de aposentados e pensionistas receberam a restituição de valores descontados indevidamente. O pagamento é realizado por meio de um acordo administrativo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os valores são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A divisão dos R$ 3,6 bilhões pelos 5,1 milhões de beneficiários resulta em uma média aproximada de R$ 706 por pessoa. Um segurado que sofreu cobranças de R$ 35 durante 24 meses teria R$ 840 em descontos originais. Ainda há 1,6 milhão de aposentados e pensionistas com situações pendentes. A estimativa de impacto financeiro adicional é de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, caso os pedidos pendentes sejam reconhecidos e resultem em novas restituições.

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