Acidente de trem, dezenas de mortos: entenda o que aconteceu na Espanha

Na manhã desta quarta-feira (28), um acidente ferroviário matou, até o momento, 68 pessoas na província de Toledo, na Espanha. Esse é o segundo acidente envolvendo trens de alta velocidade das mesmas operadoras em menos de nove meses no país. O acidente é o mais fatal da Europa desde 2013, quando um trem descarrilou em Santiago de Compostela, também na Espanha. Na época, o desastre matou 80 pessoas. Já em 18 de janeiro deste ano, um trem descarrilou e colidiu com outro, matando 46 pessoas e deixando mais de 150 feridas. O acidente Adamuz, perto da cidade de Córdoba, no sul do país. Na época, o governo espanhol pagou 216 mil euros (R$ 1,3 milhão, na cotação da época) para cada família. Veja abaixo o que se sabe sobre o acidente desta quarta-feira: Como aconteceu o acidente? Um trem expresso de alta velocidade da operadora Renfe colidiu com o trem da Iryo, que estava parado próximo à estação Urda, na cidade homônima, na província de Toledo, a 130 quilômetros de Madrid. No acidente, que ocorreu por volta das 9h do horário local (5h, no horário de Brasília), pelo menos três vagões despencaram em um aterro próximo à linha. Ambos os trens seguiam na direção de Sevilha, no sudoeste do país, e levavam centenas de passageiros, sendo 147 pessoas no trem Iryo e 397 no serviço Renfe, segundo a Reuters. Vítimas Além do número de mortos, outras 107 pessoas estão hospitalizadas na região de Castilla-La Mancha, em que, desse total, 18 estão em estado grave, segundo o El País. Com o final da tarde do horário local, socorristas buscavam outras vítimas e ainda não se sabia se haveria mais feridos ou mortos depois da remoção dos vagões, de acordo com a agência de notícias Reuters. Causas Segundo o Ministro de Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana espanhol, Oscar Puente, o acidente ocorreu porque o trem da Renfe foi autorizado a prosseguir apesar do sinal vermelho por conta de um trem parado à frente. Isso ocorreu devido a uma falha em um dos sistemas de segurança da linha. Investigação O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que a "terrível tragédia" seria investigada e prometeu corrigir quaisquer falhas que viessem à tona, acrescentando que as causas dos dois acidentes pareciam não estar relacionadas, segundo a Reuters. "Se precisarmos reforçar ainda mais a segurança para reconstruir a confiança em nosso sistema ferroviário de alta velocidade, faremos isso, porque o que é inaceitável para um país como a Espanha é sofrer dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano". A Guarda Civil espanhola recebeu ordem de coletar dados sobre o tráfego ferroviário e de reunir os protocolos operacionais do centro de controle de Atocha. A juíza responsável pela investigação também solicitou que a Administração Ferroviária Espanhola (Adif) entregue um relatório sobre os responsáveis pelo controle no momento do acidente, informa o El País. O que dizem as operadoras A operadora Renfe afirmou em comunicado que foi autorizada a prosseguir viagem e o motivo da permanência do trem Iryo no meio do caminho é desconhecido. A Iryo, por sua vez, disse que ativou os protocolos de emergência. *Estagiária sob supervisão de Diogo Max

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