Colapso do Ueno Bank abala futebol e gera renúncias no Paraguai

O Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras digitais do Paraguai, sofreu intervenção e colapsou, impactando significativamente a economia do país e o setor do futebol. A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, teve aproximadamente US$ 14 milhões (cerca de R$ 76 milhões) comprometidos, o que representa 2,3% de sua receita de R$ 600 milhões em 2025, conforme declarado ao Estadão. O banco era um grande patrocinador do futebol paraguaio, com um contrato de US$ 12 milhões (R$ 66 milhões) com a Associação Paraguaia de Futebol (APF) para uniformes da seleção e naming rights da liga. Clubes como Olimpia e Cerro Porteño encerraram contratos de patrocínio avaliados em US$ 2 milhões e US$ 24 milhões, respectivamente. A crise também afetou atletas e comissões técnicas, que ficaram sem acesso a salários e prêmios, pois o Ueno Bank era a instituição padrão para a folha de pagamento. Um manifesto público assinado por jogadores da seleção, incluindo Gustavo Gómez, cobrou medidas urgentes. Com cerca de três milhões de clientes e o maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, o banco apresentava um índice de solvência abaixo da metade do mínimo exigido e administrava US$ 850 milhões (R$ 4,64 bilhões) em recursos públicos. A repercussão do caso levou à renúncia de Carlos Carvallo, ex-presidente do Ueno e então presidente do Banco Central, e à renúncia do presidente paraguaio, Santiago Peña.

Análise

O desfecho da crise dependerá das ações do governo paraguaio para estabilizar o sistema financeiro, das investigações sobre as causas do colapso do Ueno Bank e das medidas para compensar os afetados. A sucessão política após as renúncias também definirá a percepção de estabilidade no país. A mídia local continuará a reportar os desenvolvimentos, incluindo novas ações regulatórias e possíveis resgates.

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