A reforma tributária brasileira, ao prever um aumento no ITCMD, está catalisando uma corrida por planejamento sucessório antecipado entre famílias de alto patrimônio. Este movimento é impulsionado pela busca por eficiência fiscal, visando minimizar a carga tributária sobre heranças e doações. Consequentemente, espera-se um aumento na demanda por serviços de private banking, seguros de vida e previdência privada, impactando positivamente empresas como BBSE3 e SULA11. Para o investidor brasileiro, o cenário exige uma reavaliação de estruturas de holding e doações, com atenção à liquidez dos bens e à capacidade dos herdeiros. Instituições financeiras como ITUB4 e gestores de patrimônio como BPAC11 estão se posicionando para atender a essa demanda crescente, oferecendo soluções personalizadas. Historicamente, mudanças tributárias significativas no Brasil, como as ocorridas em 2007 e 2015, geraram picos de reorganização patrimonial e busca por estruturas mais eficientes. O gatilho para a intensificação dessas ações será a aprovação final da reforma tributária, com seu horizonte de médio prazo redefinindo a forma como a riqueza é transferida entre gerações no país.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se um aumento acentuado na busca por consultoria e produtos de planejamento sucessório no Brasil, impulsionado pela iminente aprovação da reforma tributária. O volume de doações e a criação de holdings patrimoniais devem crescer significativamente. O principal gatilho de aceleração será a sanção presidencial da reforma, que solidificará o novo regime do ITCMD.
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