Os dados oficiais mostraram aumento de apenas 29 mil empregos não-agrícolas no último mês, muito aquém das expectativas de analistas. Esse fraco crescimento reduz a pressão inflacionária, favorecendo a possibilidade de pausa ou corte nas taxas de juros do Fed, o que afeta liquidez e custo de capital. O efeito chega ao investidor brasileiro através da variação do dólar (USDBRL) e da influência nas bolsas locais via ETFs de ações americanas. A notícia ainda pode mudar a percepção de risco, pressionando os bancos que dependem de spreads mais altos e beneficiando empresas de tecnologia que se beneficiam de menores custos de financiamento. Um paralelo histórico ocorreu em julho de 2022, quando um payroll abaixo das expectativas provocou queda de cerca de 1 % no índice do dólar e alta nas ações de tecnologia nos dias subsequentes. O próximo gatilho será a divulgação do CPI dos EUA, que confirmará se a inflação está alinhada com a expectativa de corte de juros. O que definirá o desfecho será a evolução dos salários, a resposta inflacionária e as decisões do Fed nas próximas reuniões.
A evolução da inflação nos próximos relatórios de CPI dos EUA e as decisões do Federal Reserve nas reuniões de novembro e dezembro.
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