Lavrov, em conversa com Rubio à margem da Assembleia Geral da ONU, acusou Kiev de desestabilizar deliberadamente os mercados globais de energia, em meio ao conflito na Ucrânia e às relações EUA-Rússia. Esta grave acusação introduz um prêmio de risco adicional sobre os preços do petróleo e gás, dada a possibilidade de interrupções no fornecimento ou escalada de tensões. O setor de defesa, representado por RHM.DE, tende a se beneficiar de um cenário de maior instabilidade geopolítica. Historicamente, a invasão da Ucrânia em 2022 levou a um pico de ~30% nos preços do Brent e a ganhos significativos em ações de defesa. O próximo gatilho a monitorar é qualquer escalada retórica ou ação concreta que afete o fornecimento de energia, com o mercado avaliando cenários de médio prazo para a estabilidade do abastecimento global.
Nas próximas 1-2 semanas, a retórica geopolítica manterá a volatilidade elevada nos mercados de energia. O Brent pode testar a resistência de $100-102. Se houver qualquer indicação de ação concreta de desestabilização, o Brent pode buscar $105-108. O principal gatilho de curto prazo será a continuidade ou desescalada das declarações diplomáticas e a percepção de impacto real na oferta. No médio prazo (1-3 meses), a estabilidade dos preços dependerá da capacidade dos mercados de absorver a incerteza sem interrupções físicas de fornecimento.
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