O projeto de lei H.R. 8957, denominado American Reserve Modernization Act, originado de uma ideia do brasileiro João Paulo Mayall, propõe que os Estados Unidos reavaliem suas reservas de ouro a preço de mercado e utilizem o lucro para comprar Bitcoin, evitando a criação de nova dívida. A proposta será submetida a votação em comitê do Congresso americano nesta quarta-feira, indicando um avanço material na discussão sobre a adoção de criptoativos como reserva. Este mecanismo pode gerar um fluxo de demanda institucional considerável para o Bitcoin, com implicações diretas na sua precificação e legitimidade. Consequentemente, o ouro, tradicionalmente visto como reserva de valor, pode enfrentar desvalorização e rotação de capital, afetando ETFs como GLD. Para o investidor brasileiro, um movimento dos EUA em direção ao Bitcoin poderia reforçar o interesse em criptoativos e potencialmente impactar o câmbio BRL/USD no longo prazo, embora o impacto imediato seja mais global. Historicamente, a desvinculação do dólar ao ouro em 1971 alterou fundamentalmente o sistema monetário global, e esta proposta, embora em escala diferente, sinaliza uma potencial recalibração similar. O resultado da votação no comitê nesta quarta-feira será o gatilho imediato a ser monitorado, e no horizonte de médio prazo, a aprovação do projeto em instâncias superiores pode redefinir o panorama dos ativos de reserva global.
O resultado da votação do H.R. 8957 no comitê nesta quarta-feira é o principal gatilho de curto prazo (24-72h), podendo gerar volatilidade imediata no BTC e GLD. Em um horizonte de 1-4 semanas, a aprovação inicial pode levar o Bitcoin a testar os $80.000-$82.000, enquanto o ouro ($4328.70) pode sentir pressão para baixo. Gatilhos adicionais incluem o avanço do projeto para votação em plenário e a reação de outros bancos centrais globais, que poderiam seguir o exemplo dos EUA.
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