O Banco Inter anunciou a conclusão de seu teste inaugural de escrituração e registro de duplicata, envolvendo uma operação de risco sacado e a participação de um cliente e da registradora Núclea. Este mecanismo digital, sob regulamentação do Banco Central, objetiva trazer maior eficiência, transparência e segurança às operações de crédito, como o desconto de recebíveis e o financiamento de fornecedores. Para o investidor brasileiro, a melhora na infraestrutura de crédito pode impulsionar o crescimento de empresas, influenciando indiretamente o desempenho de companhias que dependem de capital de giro. Historicamente, a digitalização de instrumentos financeiros, como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e em 2006), resultou em ganhos significativos de eficiência e redução de fraudes para o setor. O próximo passo é o avanço para a plena implementação da duplicata escritural no mercado, com a expectativa de novas adesões de bancos e empresas nos próximos trimestres. No médio prazo, espera-se que a padronização e digitalização ampliem o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas, dinamizando a economia.
Nos próximos 6 a 12 meses, espera-se que a duplicata escritural avance para a plena implementação no mercado, com o Banco Inter e outros grandes bancos expandindo suas ofertas de crédito digital. O principal gatilho para aceleração será a adesão em massa de grandes corporações e a simplificação dos processos de onboarding para pequenas e médias empresas, potencialmente impactando o custo e acesso ao crédito.
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