Pela primeira vez em meses, analistas de equity nos EUA registraram uma visão líquida negativa para as projeções de lucros corporativos, encerrando a mais longa sequência de upgrades em cinco anos. O principal mecanismo por trás dessa reversão é a persistência da inflação, que eleva os custos operacionais das empresas, e as taxas de juros elevadas, que aumentam o custo de capital e freiam o consumo. Um paralelo histórico pode ser traçado com o ano de 2022, quando o ciclo agressivo de aperto monetário do Fed levou a revisões similares de lucros e uma queda significativa no S&P 500. O próximo relatório de inflação (CPI) e as comunicações do Fed serão cruciais para redefinir o cenário. No médio prazo, espera-se um ambiente de crescimento mais lento e maior seletividade nos mercados de ações, com foco em empresas resilientes.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado deve permanecer volátil, com pressão de venda sobre ações de crescimento e ativos de risco, especialmente se os próximos dados de inflação (CPI em outubro) vierem acima do esperado. No médio prazo, o foco estará na trajetória da inflação e nas decisões do Fed, que atuarão como gatilhos para uma possível reversão ou aprofundamento do sentimento negativo.
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