O gasto de US$1.2 bilhão de Donald Trump em Washington D.C. está alimentando preocupações fiscais, resultando em um aumento nos rendimentos dos títulos do governo. A elevação dos gastos públicos, especialmente em um contexto de já elevada dívida, sinaliza maior necessidade de financiamento futuro, o que pressiona os preços dos títulos para baixo e seus rendimentos para cima. Isso impacta negativamente ETFs de títulos de longo prazo como TLT, enquanto fortalece o dólar (DXY) e pode beneficiar bancos como JPM e ITUB4 com maiores spreads de juros. Para o investidor brasileiro, o aumento dos juros nos EUA pode atrair capital para o dólar, pressionando o real (USDBRL) para cima e o IBOV para baixo, além de influenciar as decisões do Banco Central do Brasil em relação à Selic. Historicamente, períodos de aumento significativo de gastos fiscais nos EUA, como em 2017-2018 sob a administração anterior de Trump, contribuíram para picos nos rendimentos dos Treasuries e maior volatilidade no mercado de ações. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação de novos dados de dívida e projeções fiscais do CBO, bem como comentários de autoridades monetárias sobre a sustentabilidade da dívida. No médio prazo (3-6 meses), a continuidade de uma política fiscal expansionista pode manter a pressão altista sobre os yields e o dólar, desafiando a estabilidade dos mercados emergentes.
Nas próximas 4-8 semanas, a expectativa é de que os rendimentos dos Treasuries continuem sob pressão altista, com o yield de 10 anos podendo testar a resistência de 4.5% se novos dados fiscais confirmarem a deterioração. O USDBRL pode se aproximar de R$5.30-5.35 nesse cenário, enquanto o QQQ ($725.17 hoje) pode corrigir 3-5%.
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