O relatório "The Price of a Shorter Week", publicado em 16 de outubro pelo BTG Pactual, analisa os efeitos da proposta de fim da escala 6×1, que prevê dois dias de descanso semanal remunerado e a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas sem corte salarial. Para compensar a menor carga horária, as empresas precisarão repor horas, elevando o custo por hora trabalhada em cerca de 10%. Entre as empresas analisadas, destacam‑se MBRF (MBRF3), JBS (JBSS3) e as usinas de açúcar e etanol, que podem ver custos adicionais significativos. A MBRF teria um acréscimo anual de R$ 824 mi, equivalente a 6,8% do EBITDA projetado para 2027, enquanto a JBS poderia enfrentar R$ 1 bi em despesas, representando 3,2% do EBITDA. O setor de alimentos básicos também sofre, com M.Dias Branco (MDIA3) estimado em R$ 163 mi de custo extra, 12,8% do EBITDA e 15% do lucro líquido. Outras companhias, como São Martinho (SMTO3), Jalles (JALL3), Adecoagro, SLC Agrícola, 3tentos, Boa Safra, BrasilAgro, Camil (CAML3) e Minerva Foods (BEEF3), apresentam impactos menores, variando entre 1,6% e 5,1% do EBITDA. O BTG ressalta que os números são projeções para 2027 e podem ser atenuados caso apenas metade dos custos estimados se materialize.
O desfecho dependerá da efetiva implementação da lei de fim da escala 6×1 e da divulgação dos resultados financeiros de 2027 das empresas citadas, que confirmarão o impacto real nos custos.
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