O Goldman Sachs (GS) projeta que as recompras de ações nos EUA superarão a emissão de novas ações em 2026, sinalizando uma contração líquida do capital acionário disponível no mercado. A redução líquida do float (ações em circulação) aumenta o lucro por ação (EPS) e, consequentemente, o valuation, além de criar uma demanda estrutural de compra, sustentando os preços das ações. Empresas com balanços sólidos e histórico de recompra, como AAPL, MSFT e GOOGL, tendem a se beneficiar diretamente, enquanto ETFs focados em crescimento e dividendos, como QQQ e SCHD, podem ver valorização. No Brasil, a tendência pode influenciar empresas com forte geração de caixa e programas de recompra, como ITUB4 e VALE3, embora o mercado doméstico siga dinâmicas macroeconômicas próprias. Em 2018-2019, as recompras de ações nos EUA também superaram as emissões, contribuindo para a valorização do S&P 500 em aproximadamente 20% no período, apesar das tensões comerciais da época. O próximo gatilho a monitorar são os anúncios de balanços do 4º trimestre de 2025 e o guidance para 2026, que revelarão os planos de alocação de capital das grandes empresas. No médio prazo, a persistência de recompras elevadas pode limitar o upside do mercado via expansão de múltiplos, deslocando o foco para o crescimento do EPS impulsionado pela redução de ações.
O mercado de ações dos EUA deve encontrar um suporte robusto em 2026, dada a projeção de recompras superando a oferta, com o potencial de valorização sustentada. Os balanços do 4º trimestre de 2025 e o guidance para 2026 serão cruciais para confirmar a robustez dos programas de recompra. Se a tendência se mantiver, as ações de grandes empresas com forte fluxo de caixa podem continuar a superar o mercado, com o QQQ e o SCHD apresentando retornos positivos acima de 8-10% no ano.
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