O mercado de varejo imobiliário nos EUA enfrenta um declínio acentuado, com apenas um shopping center entre os 20 maiores do mundo, refletindo a falta de novas construções nas últimas duas décadas. Em contraste, os shoppings do Sudeste Asiático demonstram notável resiliência, prosperando em um cenário global desafiador. A 'apocalipse do varejo' nos EUA é atribuída ao impacto disruptivo do e-commerce e à falência de grandes lojas âncoras, deixando 'velhos casarões vazios'. Essa dinâmica de mercado impulsiona uma rotação de capital de REITs de varejo tradicionais dos EUA para modelos mais adaptados, como os 'novos centros de convivência' focados em experiência e serviços na Ásia. Investidores brasileiros devem, portanto, analisar FIIs de shopping centers com portfólios modernos e diversificados, como ALOS3 e MULT3. Historicamente, a crise das grandes lojas de departamento nos EUA (2010-2020) já sinalizava essa necessidade de adaptação, mas a Ásia liderou a transformação. O monitoramento dos resultados de REITs e FIIs no 3T2026 será crucial para confirmar a sustentabilidade dessas tendências de adaptação e desempenho.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que os resultados de 3T2026 de REITs de varejo e operadoras de shoppings globais validem a resiliência dos modelos asiáticos e brasileiros. Se 0823.HK e ALOS3 apresentarem crescimento de NOI (Net Operating Income) acima de 5% YoY, o Smart Money pode acelerar a rotação de capital para esses ativos. Um declínio contínuo na ocupação de SPG abaixo de 90% indicaria uma deterioração mais rápida do mercado americano.
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