Os preços da gasolina e do diesel praticados pela Petrobras estão significativamente abaixo dos valores internacionais, com o diesel 88,3% (R$ 2,87) e a gasolina 43% defasados, conforme dados da StoneX. Essa disparidade é atribuída às recentes altas do petróleo e às margens de refino globais próximas de recordes históricos, exacerbadas pela operação de refinarias do Oriente Médio e da Rússia a apenas 60% da capacidade devido a ataques com drones, segundo o Goldman Sachs. Tal cenário gera pressão sobre a Petrobras para reajustar seus preços, o que pode impactar diretamente a inflação no Brasil e a cotação do Real. Um paralelo histórico remete à greve dos caminhoneiros de 2018, desencadeada pela defasagem de preços, que resultou em subsídios e forte queda nas ações da Petrobras. Os próximos comunicados da Petrobras sobre reajustes ou dados de inflação (IPCA) serão gatilhos importantes para o mercado, com um horizonte de médio prazo marcado pelo risco de pressão sobre os lucros da estatal ou de elevação da inflação.
Nas próximas 2-4 semanas, a pressão sobre a Petrobras para reajustar os preços deve aumentar. Se não houver repasse, a defasagem atual pode levar a uma compressão de margens de 5-10% no próximo balanço da estatal, com potencial de reavaliação negativa para PETR4. Um reajuste de 5-8% nos combustíveis seria um gatilho para alta no IPCA de 0.2-0.4pp, impactando a decisão do COPOM de 2026-09-17.
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