Rendimento de 10 anos a 7% pode prejudicar fortemente ações, diz BofA

O Bank of America, com base em análises históricas, indicou que o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos precisaria se aproximar de 7% para causar um impacto materialmente negativo nas ações. O aumento dos rendimentos de títulos de longo prazo eleva diretamente o custo de capital para as empresas e o desconto aplicado aos fluxos de caixa futuros, tornando as ações menos atrativas em comparação com a renda fixa. Historicamente, durante a bolha pontocom em 2000, o rendimento do Tesouro de 10 anos superou 6,5%, precedendo uma correção acentuada no S&P 500 e nas ações de tecnologia. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação do payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode influenciar as expectativas para a política monetária e, consequentemente, os rendimentos dos títulos. No médio prazo, se a inflação persistir, forçando bancos centrais a manter juros altos, a pressão sobre as ações pode se intensificar, com um ponto de inflexão claro ao redor do patamar de 7% para os Treasuries de 10 anos.

Análise

Nas próximas 1-2 semanas, o foco do mercado estará nos dados de emprego dos EUA (payroll em 2 de outubro de 2026), que podem influenciar as expectativas de juros e o movimento do rendimento de 10 anos. Se o rendimento se aproximar de 6% , espera-se uma pressão crescente sobre as ações de crescimento. No médio prazo (1-3 meses), se o rendimento romper 6.5%, o mercado antecipará o cenário de 7% e as ações, especialmente as de tecnologia, podem entrar em uma fase de correção mais acentuada. O principal gatilho para uma virada seria uma mudança clara na retórica dos bancos centrais ou evidências fortes de desaceleração da inflação.

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