Entre 2 e 9 de outubro, as taxas dos CRIs atrelados à inflação recuaram 24 pontos centesimais, menor que a queda de 66 pontos nas debêntures de infraestrutura e de 57 pontos nos CRAs. A expectativa de redução da taxa Selic após o primeiro turno diminui os juros de referência, mas a estrutura de remuneração dos CRIs, vinculada à inflação, os torna menos sensíveis, ampliando o spread em relação aos títulos públicos. Investidores em CRIs veem rendimento menos atrativo, enquanto emissores de debêntures de infraestrutura e CRAs beneficiam‑se da queda maior das suas taxas. A mudança nas expectativas de política monetária se traduz em variação da taxa Selic, que impacta todo o mercado de renda fixa no Brasil, inclusive os CRIs. O mercado de debêntures de infraestrutura e de CRAs registrou quedas mais acentuadas, indicando preferência dos investidores por esses papéis. Em 2018, após a eleição presidencial, os spreads dos CRIs permaneceram relativamente estáveis enquanto outros títulos caíram, ampliando a diferença de rendimento. O segundo turno das eleições, previsto para 30 de outubro, pode mudar as expectativas de política monetária, e a decisão do Copom sobre a taxa Selic, agendada para 20 de novembro, definirá se os spreads dos CRIs fecharão ou permanecerão ampliados.
O resultado do segundo turno das eleições, previsto para 30 de outubro, definirá as expectativas de política monetária; a decisão do Copom sobre a taxa Selic, agendada para 20 de novembro, confirmará a trajetória das taxas de juros e dos spreads de CRIs.
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