Ibovespa avança com bancos e pesquisas eleitorais, mas nota fiscal modera ganhos

O Ibovespa iniciou a terça-feira em trajetória positiva, impulsionado principalmente pela valorização das ações de bancos. O mercado reagiu favoravelmente a pesquisas de intenção de voto que apontaram um leve aumento na vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora outros levantamentos indicassem uma redução da diferença entre os candidatos. O índice chegou a atingir 208.942 pontos na máxima do dia, mas perdeu fôlego à tarde. O fechamento foi em alta de 1,57%, aos 208.296 pontos. A desaceleração ocorreu após a notícia, apurada pelo UOL, de que o escritório de Flávio Bolsonaro teria emitido R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, enquanto ele exercia o cargo de senador. A reação do mercado a essa informação foi mais contida, com investidores buscando quantificar seu impacto nas eleições. A valorização das blue chips de bancos foi um fator amplificador do movimento positivo na bolsa, com as units do BTG Pactual (BPAC11) registrando a maior alta, de 4,36%. As ações da Petrobras também tiveram ganhos, com as PN (PETR4) avançando 0,36% e as ON (PETR3) subindo 0,48%. Em contrapartida, as ações ON da Vale (VALE3) cederam 1,39%. O volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 29,1 bilhões, e o total na B3 alcançou R$ 41,9 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,02%, o S&P 500 teve alta de 0,28%, e o Nasdaq encerrou estável, com leve queda de 0,02%.

Análise

O desfecho do cenário político, com a continuidade das pesquisas de intenção de voto e os desdobramentos de quaisquer investigações, definirá a percepção de risco e o direcionamento do mercado brasileiro. A atenção se volta para a evolução do quadro eleitoral e para como o mercado quantificará o impacto dessas informações nos próximos dias.

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