INCC-M registra alta de 0,25% em setembro, acumulando 6,61% em 12 meses

O INCC-M subiu 0,25% em setembro, somando alta de 6,61% nos últimos 12 meses e 5,86% no ano, segundo a FGV Ibre. Esse aumento eleva o custo de materiais, equipamentos e serviços, comprimindo a margem das construtoras e incorporadoras. Ao mesmo tempo, a demanda por aço e ferro tende a subir, beneficiando siderúrgicas e mineradoras de ferro. Para o investidor brasileiro, a pressão de custos pode frear o ritmo de lançamentos imobiliários e impactar o IBOV, além de alimentar pressões inflacionárias que influenciam a política monetária. Bancos e fundos de crédito podem rever a qualidade de suas carteiras de financiamento da construção. Em setembro de 2025, o INCC-M subiu 0,21% no mês e 7,07% no ano, coincidindo com queda de cerca de 4% nas ações de MRV. O próximo dado do INCC-M, previsto para outubro, será o gatilho para confirmar a tendência. No horizonte de 3 a 6 meses, espera‑se que siderúrgicas mantenham alta, enquanto construtoras continuem sob pressão de custos.

Análise

Até o próximo relatório de INCC-M (previsto para início de novembro), se a alta mensal permanecer acima de 0,2%, espera‑se continuação da pressão sobre MRVE3 e CYRE3 (queda de 3‑5% em 4‑6 semanas) e ganhos de 3‑5% para GGBR4, USIM5 e CSNA3 no mesmo período.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real