UE propõe retirar limite de 60% nas reservas de stablecoins

O Sistema Europeu de Bancos Centrais (ESCB) publicou um documento em 22 de setembro recomendando a remoção do limite de 60% de reservas bancárias que stablecoins devem manter, atualmente exigido para garantir a paridade. Ao eliminar essa exigência, as emissoras poderão destinar parte do lastro a ativos não‑bancários, aumentando a eficiência de capital e potencialmente expandindo a oferta de stablecoins. Essa flexibilização deve melhorar a liquidez das stablecoins, favorecendo exchanges e usuários que utilizam esses ativos como ponte para cripto, o que pode impulsionar o volume de negociação de BTC e ETH. Bancos europeus, por sua vez, podem perder parte dos depósitos de stablecoins, pressionando sua captação de recursos e reduzindo margens de intermediação. Investidores brasileiros devem observar a exposição de seus portfólios a cripto (USDT, BTC, ETH) e a ações de bancos europeus listados, como o Deutsche Bank, que podem reagir negativamente. A proposta segue o precedente regulatório da MiCA de 2021, que introduziu o requisito de 60% e, mesmo assim, o mercado de stablecoins cresceu cerca de 400% em 2021, indicando que a restrição não impediu a expansão. O próximo gatilho será a votação no Parlamento Europeu prevista para o final de outubro. No médio prazo (6‑12 meses), espera‑se maior adoção de stablecoins e possível reavaliação de estratégias de captação por parte dos bancos europeus.

Análise

Nas próximas 4‑6 semanas, se o Parlamento europeu aprovar a remoção do limite, USDT, BTC e ETH podem registrar alta de 3‑5%; DBK.DE pode recuar 2‑3% caso a expectativa de menor captação se confirme.

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