O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 0,36% em agosto, encerrando três meses de queda e elevando o acumulado de 12 meses a 2,53%. Essa alta sinaliza pressão inflacionária que pode levar o Copom a manter ou elevar a taxa Selic, afetando o custo de crédito e a avaliação de ativos de renda variável. Para o investidor brasileiro, a expectativa de Selic alta implica custos de financiamento maiores e menor atratividade das ações e dos FIIs. O Banco Central deve observar a evolução do IPP nas próximas divulgações de inflação oficial (IPCA) antes de decidir sobre política monetária. Historicamente, elevações do IPP em 2022 precederam aumentos da Selic que impactaram negativamente o IBOV. O próximo gatilho será a divulgação do IPCA, que definirá se a tendência inflacionária se mantém. No médio prazo, bancos podem se beneficiar, enquanto ações amplas e fundos imobiliários tendem a ficar sob pressão.
O gatilho será a divulgação do IPCA, que definirá a trajetória da política monetária.
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