O prazo para as empresas do Simples Nacional decidirem como pagar o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) no primeiro semestre de 2027 termina nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026. A escolha é entre permanecer no chamado modelo puro, com os tributos recolhidos dentro do Documento de Arrecadação do Simples (DAS), ou adotar o modelo híbrido, mantendo os demais tributos no Simples, mas apurando IBS e CBS pelas regras do regime regular. A decisão tem gerado dúvidas entre empresários porque a reforma tributária ainda está em fase de transição. Segundo Gabrieli Caroline Freire, gestora de planejamento tributário do escritório Salamacha Salamacha, Abagge e Calixto Advocacia, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta semana uma alíquota de referência de 11,3% para a CBS em 2027. Pela Lei Complementar 214, a cobrança em 2027 e 2028 ocorrerá com redução de 0,1 ponto percentual, o que levaria a uma alíquota de 11,2%, enquanto o IBS permanecerá em 0,1% durante os dois primeiros anos da transição. Ainda assim, o principal recado dos especialistas é que o empresário deve olhar menos para o percentual do imposto e mais para a posição da sua empresa na cadeia de negócios: quem são seus clientes, quem são seus fornecedores e quanto da operação gera créditos tributários. Outra confusão comum é acreditar que essa escolha equivale à adesão ao Simples Nacional. Não é o caso. O prazo para ingresso ou retorno ao Simples terminou em 15 de outubro. O que permanece aberto até 30 de outubro é apenas a possibilidade de empresas já enquadradas no regime optarem por recolher IBS e CBS pelas regras do regime regular a partir de janeiro de 2027. Segundo Richard Domingos, diretor‑executivo da Confirp Contabilidade, as empresas que aderirem ao modelo híbrido até 30 de outubro poderão desistir da escolha posteriormente. O cancelamento poderá ser solicitado entre 3 de novembro e 20 de dezembro. A recomendação tem uma lógica prática: quem optar agora pelo regime regular ganhará mais algumas semanas para concluir os estudos com as informações mais atualizadas. Já quem permanecer no modelo puro e concluir depois que o híbrido seria mais vantajoso terá de esperar a próxima janela de opção, prevista para março de 2027, com efeitos a partir de julho.
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