Irani registra lucro de 37,5% e receita recorde no 3º trimestre

No terceiro trimestre de 2026, a Irani, fabricante de papéis e embalagens, registrou lucro líquido de R$ 56,51 milhões, representando aumento de 37,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa atingiu receita recorde de R$ 456,6 milhões, crescimento de 5,3% anual, impulsionada por 11,5% de aumento nas vendas de papelão ondulado, que totalizaram 47,7 mil toneladas. A valorização contábil das florestas de pinus e eucalipto, atribuída ao crescimento das árvores e ao aumento nos preços da madeira em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, contribuiu para o lucro; excluindo esse efeito não‑caixa, o lucro ajustado foi de R$ 39,6 milhões, alta de 1,9%. O EBITDA foi de R$ 171,9 milhões, alta de 17,8%, e o EBITDA ajustado atingiu R$ 151,9 milhões, recorde e alta de 4,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025. A produção total de papelão ondulado cresceu 5,4% para 85,2 mil toneladas, recorde trimestral, enquanto as vendas caíram 5,2% para 31,4 mil toneladas. O aumento de produção está ligado à intensificação do Projeto Gaia XI, com a reforma da máquina MP 5, que elevou a capacidade de produção de papéis rígidos e abasteceu a produção interna de papelão ondulado. A participação da Irani no mercado de papelão ondulado subiu de 3,8% para 4,3%, com meta de 8% até 2034, dependendo do aumento da capacidade instalada. A plataforma Neos, ainda em fase de investimento, prevê duas novas plantas de papelão ondulado e deverá dobrar a capacidade de produção. O Projeto Gaia XII, em Minas Gerais, aumentará em 60% a capacidade da MP 07 e deverá concluir no quarto trimestre de 2029, com investimento total de R$ 514 milhões. O presidente Odivan Cargnin destacou o trimestre como muito bom e afirmou que a empresa estará mais preparada para 2027. Ele também ressaltou o processo de gestão de dívidas em agosto, quando a Irani liquidou R$ 158,6 milhões de dívidas e captou R$ 750 milhões em um prazo de cinco anos, encerrando o trimestre com caixa de R$ 1,5 bilhão. Cargnin comentou que a reação do mercado à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva reflete expectativas sobre possíveis ajustes fiscais e redução de taxa de juros, o que influenciaria o poder de consumo das famílias e o ambiente de investimentos.

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