A estratégia de expansão da Motiva (antiga CCR) tem como base aditivos contratuais de concessões vigentes e o reequilíbrio de contratos, seja no âmbito administrativo, seja no judicial, afirmou o presidente da companhia, Miguel Setas. Para além dessas duas frentes, que são prioritárias, o executivo também disse que há oportunidades de leilões, embora de forma mais esparsa, e também no mercado secundário. “Esse aditivos e reequilíbrios é o nível zero da nossa estratégia de crescimento, com lógica de criação de valor e prudência. O momento atual é de volatilidade e requer prudência, garantindo graus de opcionalidade. A companhia quer criar graus de opcionalidade”, disse ele, durante teleconferência com analistas, nesta quinta-feira (29). Lucro da Motiva cresce 178% no 3º trimestre Confira os resultados e indicadores da Motiva e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “Em cima desse ‘baseline’ tem oportunidades de consolidação. Oportunidades no mercado primário, algumas mais esparsas, as grandes oportunidades estão esgotadas. Mas alguns momentos podem ser relevantes nos próximos trimestres, mas de forma mais esparsa. E oportunidades de consolidação no mercado secundário. Nesse momento de estresse com taxa de juros mais agravadas, de volatilidade evidenciada, é momento que companhia pode estar mais habilitada para encarar oportunidades e eventualmente concretizá-las”, afirmou. Trilhos A companhia tem mantido conversas com potenciais interessados na compra de uma participação em sua plataforma de trilhos, mas não há pressa em concluir o negócio, disse Rodrigo Araújo, vice-presidente de finanças da empresa. “Não tem processo formal na rua. Estamos focados na execução da cristalização de valor na plataforma. O foco hoje é dedicado a isso, a capturar valor na plataforma vindo de reequilíbrios”, disse. “Temos tido ao longo do ano conversas com potenciais parceiros estratégicos”, afirmou. Segundo ele, a empresa tem buscado apresentar melhor o ativo que, disse, é um “ativo único no mundo”. “Não é comum ter mobilidade urbana na mão de ‘players’ privados. É um ‘cluster’ concentrado em uma única regiao, claramente traz atratividade. A empresa tem mantido conversas, sem pressa. Estamos buscando mais criação de valor do que desalavancagem”, afirmou. Presidente da Motiva, Miguel Setas Leonardo Rodrigues/Valor
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