A Justiça de São Paulo, em decisão nesta sexta-feira (25), limitou a capacidade de voto de determinados credores no plano de recuperação judicial da Unigel. Essa restrição altera o quórum necessário para aprovação, tornando a rejeição do plano mais provável e aumentando a pressão sobre a petroquímica. A eventual não aprovação impactaria diretamente os detentores de dívida da Unigel, que enfrentariam maior incerteza sobre a recuperação de seus investimentos. Embora a Unigel não seja listada, o desfecho pode sinalizar riscos para o mercado de crédito privado brasileiro, especialmente para empresas com alta alavancagem. Credores afetados e o mercado de dívida distressed estarão atentos à assembleia, buscando precedentes para futuras reestruturações. Casos complexos como a recuperação judicial da Oi em 2016, que enfrentou inúmeras contestações e atrasos, demonstram a volatilidade de ativos de empresas em reestruturação. A assembleia de credores, marcada para a próxima quarta-feira (30), é o principal gatilho a monitorar. No médio prazo, a rejeição pode levar a novos impasses legais, possíveis liquidações de ativos ou a um plano alternativo, estendendo a incerteza operacional da empresa.
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