Nos primeiros dias após a divulgação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado financeiro brasileiro sofreu forte correção. O dólar e os juros futuros subiram, enquanto as ações de empresas listadas na bolsa registraram perdas expressivas. O setor agropecuário, ainda que impactado por canais diferentes, não ficou imune ao choque de realidade trazido pelo segundo turno, que reverteu as expectativas de reformas e de melhoria do ambiente de negócios formadas após o primeiro turno. Segundo o pesquisador Felippe Serigati, da FGV Agro, a nova conjuntura implica inflação, juros e dólar mais elevados, além de um desequilíbrio fiscal prolongado, exigindo que os produtores se adaptem ao cenário de custos mais altos nos próximos meses.
A definição do desfecho dependerá da aprovação de reformas fiscais no Congresso, prevista para votação a partir de 15/12/2026, e da publicação do IPCA de dezembro 2026, prevista para 15/01/2027, que confirmarão a trajetória da inflação e dos juros.
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