O Banco de Compensações Internacionais (BIS) emitiu um alerta sobre o potencial de stablecoins lastreadas em dólar driblarem controles de capital em economias emergentes, destacando que esses ativos são menos afetados por restrições bancárias que os depósitos convencionais. O mecanismo subjacente consiste na natureza descentralizada das stablecoins, que permite transferências internacionais sem a necessidade de intermediação bancária, reduzindo a eficácia das políticas de controle de capitais. Essa dinâmica afeta autoridades monetárias, bancos centrais de países emergentes e emissores de stablecoins, que podem ver aumento da demanda por seus tokens. Para investidores brasileiros, o efeito pode chegar através da pressão sobre a taxa de câmbio e a necessidade de ajustes nas políticas de liquidez e na taxa Selic, caso haja fuga de capitais para stablecoins. A notícia não menciona reações específicas de agentes, mas alguns reguladores emergentes já sinalizaram a intenção de revisar normas sobre criptoativos. Um paralelo histórico pode ser visto na tentativa de controle de criptomoedas na Nigéria em 2020, quando o Banco Central impôs restrições, mas o uso de stablecoins permaneceu resiliente. O próximo ponto a observar são as decisões regulatórias dos bancos centrais emergentes nos próximos meses. O desfecho dependerá de como as autoridades responderem ao aumento do uso de stablecoins e de eventuais medidas de contenção de fluxo de capitais.
Decisões regulatórias dos bancos centrais emergentes nos próximos meses, como publicações de normas sobre stablecoins, e as respostas do BIS a essas medidas.
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