Os Estados Unidos impuseram restrições de importação a produtos canadenses, marcando uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países. O presidente Donald Trump expressou a expectativa de que o Canadá ceda às demandas comerciais nas próximas semanas. No entanto, autoridades canadenses mantêm uma postura firme, declarando que não aceitarão um acordo desfavorável, prolongando a incerteza. Esta situação cria um mecanismo de disrupção nas cadeias de suprimentos e eleva o prêmio de risco em ativos globais. A reação de bancos centrais e governos será crucial para mitigar os efeitos de uma guerra comercial prolongada. Um paralelo histórico pode ser traçado com a guerra comercial EUA-China de 2018-2019, que resultou em tarifas e desaceleração do comércio global, com o S&P 500 caindo cerca de 20% no final de 2018. O próximo gatilho será a evolução das negociações entre EUA e Canadá, sem data definida. No médio prazo, a resolução ou escalada desta disputa definirá os fluxos de capital e o apetite por risco em mercados emergentes.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado monitorará as declarações de ambos os governos e qualquer indício de negociação. Um gatilho para reversão seria um anúncio de progresso substancial nas negociações comerciais.
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