O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começou a vigorar para as relações comerciais entre Brasil e Noruega no domingo, 1º de novembro. A EFTA, composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, já havia iniciado as preferências comerciais com a Islândia em 1º de outubro de 2026; os procedimentos com Suíça e Liechtenstein ainda aguardam conclusão interna. No setor industrial, 249 linhas tarifárias de vestuário e têxteis, que antes tinham tarifas entre 5,6% e 10,7%, passaram a ter tarifa zero para o Mercosul. Em 2025, o Brasil exportou US$ 219,9 milhões desses produtos ao mundo, mas apenas US$ 0,3 milhão aos países da EFTA. Na indústria de alimentos, a Noruega removeu a tarifa de 21% sobre fermento de panificação, leveduras inativas e leveduras para ração de peixes, além de isentar produtos como óleos vegetais refinados, chocolates, biscoitos doces, pães, cerveja e parte dos sorvetes. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o acordo elimina tarifas de importação para produtos industriais e pesqueiros, com aplicação imediata nos países da EFTA, enquanto os cronogramas de redução das tarifas brasileiras podem se estender até 15 anos. O tratado, assinado em 16 de setembro de 2025, prevê ainda medidas para reduzir custos e simplificar exigências técnicas, incluindo um anexo específico para produtos elétricos e eletrônicos. A EFTA representa cerca de 15 milhões de habitantes e possui PIB de aproximadamente US$ 1,4 trilhão.
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