Preços de imóveis na China estendem recuperação de 4 meses

Novos preços de imóveis em quatro cidades chinesas de primeira linha registraram um aumento médio de 0,1% no mês passado, estendendo uma recuperação de quatro meses. A alta foi de 0,3% em Xangai e Shenzhen, e 0,2% em Guangzhou, enquanto Pequim registrou uma queda de 0,3% nos preços. A estabilização dos preços, impulsionada por medidas governamentais, visa restaurar a confiança do consumidor e do investidor no setor imobiliário, crucial para o PIB chinês e a demanda por commodities. Esta recuperação pode beneficiar ações de incorporadoras chinesas como 2202.HK (China Vanke) e 0688.HK (China Overseas Land), e setores ligados à construção e materiais. Embora o impacto direto no BRL e IBOV seja limitado, uma recuperação chinesa pode sustentar a demanda por minério de ferro (VALE3) e soja (JBSS3, BRFS3), beneficiando exportadores brasileiros. Em 2016-2017, após uma desaceleração, o setor imobiliário chinês se estabilizou com estímulos, resultando em crescimento de ~8% para incorporadoras líderes em 12 meses. O próximo dado a monitorar são os índices de preços de casas do National Bureau of Statistics (NBS) para o próximo mês, bem como anúncios sobre novas medidas de flexibilização de crédito para compradores de imóveis. No médio prazo, a sustentabilidade da recuperação dependerá da capacidade do governo de equilibrar o estímulo à demanda com a prevenção de bolhas, visando um crescimento de 5-7% no setor em 2026.

Análise

Nos próximos 2-4 meses, se os dados de preços de casas do NBS continuarem a mostrar alta em 3-4 cidades de primeira linha e o governo anunciar novas medidas de apoio ao crédito, espera-se que as ações de incorporadoras chinesas subam 5-10%. A sustentação do Brent ($85.94) acima de $80 também favoreceria a demanda por commodities.

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