Janones diz que Flávio quis ‘se impor pela força’ em debate, mas Lula 'não entrou na pilha'

O deputado federal André Janones (Rede-MG), que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da Band na noite de domingo (18), disse a jornalistas na saída do estúdio que o petista teve um “resultado sensacional” e saiu vencedor, apesar das provocações de Flávio Bolsonaro e de aliados na plateia. anones, que auxilia a campanha do PT em estratégias digitais, ponderou, no entanto, que o debate tem efeito limitado na decisão dos eleitores. “Lamento a postura dele Flávio de tentar ficar atrás do presidente, tentando se impor pela força, tentando intimidar o presidente. Um cara jovem, de 40 e poucos anos, ao lado de um senhor de 80 anos de idade, tentando se impor pela força, porque não consegue se impor pelos argumentos”, disse o deputado, neste domingo (18). Janones atribuiu a confusão no momento das considerações finais ao grupo de Flávio. As manifestações da plateia interromperam as falas dos candidatos e atrapalharam até mesmo os mediadores. “No lado de lá Flávio, sempre tentam intimidar pela força. Eles estavam o tempo todo fazendo provocações ofendendo a primeira-dama Janja”, disse, afirmando que não queria citar nomes de aliados de Flávio envolvidos na situação. “Estavam tumultuando, gritando, na esperança de que a gente fosse responder. O objetivo era desequilibrar, e se deram mal. A gente não entrou na pilha deles. O presidente não entrou, e o resultado foi o melhor que a gente podia esperar”, acrescentou. Flávio deixou a Band sem atender os jornalistas que o aguardavam na saída. Para Janones, o debate foi útil para mobilizar apoiadores, mas não tem o poder de modificar o curso da disputa. “Esse debate, em nenhum cenário, mudaria alguma coisa. O eleitor hoje não decide eleição por debate. Isso aqui serve para a militância, para engajar, para jogar corte nas redes sociais. Eu não acredito na efetividade de um debate para mudar alguma coisa, ainda mais um debate onde você vê o adversário só fazendo acusações, de uma maneira desrespeitosa com o presidente. Mas, ainda assim, é indiscutível que o presidente venceu, e venceu todos os blocos. Nosso adversário tentou desequilibrar o presidente e tentou intimidá-lo, não conseguiu.” Questionado sobre os próximos passos, Janones afirmou que “acusar não é o caminho” mais indicado para a campanha de Lula se contrapor a Flávio nesta reta final, lembrando que o adversário chegou ao segundo turno mesmo sendo alvo de uma série de suspeitas, como as relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Todo mundo já viu que não é esse o caminho, não é atacar. Então, não haverá ataques de Lula nas redes sociais. Nossa campanha vai continuar sendo uma campanha limpa, de mobilização”, disse o parlamentar, demonstrando confiança na vitória de Lula.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real