O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou na noite de 3 de novembro de 2026 seu lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões no 3º trimestre, representando crescimento de 6,2% frente ao mesmo período de 2025. O resultado ficou ligeiramente acima da média das projeções da Bloomberg, que estimavam R$ 12,584 bilhões. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) atingiu 23,6%, alta de 0,3 ponto percentual em um ano, embora tenha caído 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. A carteira de crédito ampliada terminou setembro em R$ 1,54 trilhão, com expansão de 10,4% em 12 meses, impulsionada por crédito imobiliário (+4,4%), empréstimos a pequenas e médias empresas (+4,2%) e consignado (+3,5%). A inadimplência acima de 90 dias manteve-se em 2%. As despesas com provisão para perdas esperadas (PDD) totalizaram R$ 10,7 bilhões, aumento de 9,6% anual, enquanto o custo do crédito chegou a R$ 10,4 bilhões, 2,7% superior ao trimestre anterior. A margem financeira com clientes somou R$ 33,3 bilhões, alta de 6,9% em um ano, sustentada pelo maior volume de crédito e pelas receitas de operações estruturadas no atacado.
A decisão do próximo relatório de resultados do quarto trimestre de 2026, que incluirá dados atualizados sobre a carteira de crédito, inadimplência e PDD, definirá a continuidade do desempenho positivo do Itaú. Além disso, a divulgação de indicadores de qualidade de crédito no mercado bancário e eventuais mudanças regulatórias no setor bancário brasileiro serão observados para confirmar ou ajustar as expectativas de rentabilidade.
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