A Sabesp (SBSP3) divulgou resultados do terceiro trimestre de 2026 (3º trimestre de 2026) em que o lucro líquido consolidado caiu 35,7%, para R$ 1,388 bilhão. No resultado ajustado, que elimina itens não recorrentes, a queda foi de 13,8%, para R$ 1,107 bilhão. A empresa apontou como principais causas o aumento das despesas com juros devido ao maior endividamento para financiar investimentos e a base comparativa elevada, já que o 3º trimestre de 2025 contou com R$ 1,5 bilhão em precatórios. O EBITDA reportado foi de R$ 3,982 bilhões, alta de 29,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$ 3,648 bilhões, crescimento de 13,8% e margem de 61,2% frente a 58,6% no 3º trimestre de 2025. A receita líquida ajustada somou R$ 5,958 bilhões, crescimento de 9% YoY, impulsionada por preço, tarifa e maior volume. A dívida bruta totalizou R$ 46,4 bilhões; a dívida líquida, excluindo o FAUSP, ficou em R$ 38,6 bilhões, com relação dívida líquida/EBITDA ajustado de 2,7 vezes nos últimos 12 meses. O custo médio da dívida foi CDI + 0,28% com prazo médio de amortização de 6,2 anos. Investimentos no trimestre foram de R$ 4,528 bilhões, alta de 13,8% sobre o 3º trimestre de 2025, totalizando cerca de R$ 12 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, 15% acima do mesmo período de 2025. A carteira de investimentos ainda a executar chegou a R$ 44,2 bilhões, 9% maior que o trimestre anterior, enquanto a empresa já executou R$ 34,0 bilhões desde 2024. Metas regulatórias de economia de água e esgoto foram superadas, embora o indicador de economias conectadas ao tratamento de esgoto ainda fique abaixo de 100%. A próxima fase de expansão, a Onda 4 de universalização, prevê investimento de R$ 19,7 bilhões para a Região Metropolitana de São Paulo.
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