Continental Resources assinou um memorando de entendimento com a estatal venezuelana PDVSA na quarta-feira para operar e desenvolver o Bloco Ayacucho 2 na Faixa do Orinoco, estado de Anzoátegui, que contém estimados 30 bilhões de barris de recursos em 126.000 acres. Este acordo sinaliza uma potencial reabertura gradual do setor de petróleo venezuelano para empresas ocidentais, o que, se concretizado, poderá aumentar a oferta futura de petróleo global e influenciar as dinâmicas de preço do Brent e WTI. A reentrada de empresas ocidentais no Irã após o acordo nuclear de 2015, embora de curta duração, levou a um aumento de ~1 milhão de barris/dia na produção iraniana em 6 meses, pressionando os preços do petróleo. O próximo gatilho será a assinatura do "Contrato de Participación Productiva" nas próximas semanas, que solidificará os termos operacionais e financeiros. No médio prazo, a concretização da produção em Ayacucho 2 e outros blocos dependerá da estabilidade política venezuelana e da flexibilização das sanções, com impactos graduais na oferta global de petróleo ao longo de 2-3 anos.
Nas próximas semanas, o mercado monitorará a assinatura do "Contrato de Participación Productiva". Se o acordo for formalizado e houver sinais de desescalada nas sanções, os preços do Brent podem enfrentar uma pressão de baixa em 6-12 meses, com o risco de testar a faixa de $95-100. Contudo, a complexidade geopolítica e o histórico venezuelano introduzem um alto grau de incerteza no cronograma de produção efetiva.
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