Produtores brasileiros de etanol e açúcar expressaram grande consternação com a imposição de novas tarifas de 25% sobre seus produtos pelo governo dos Estados Unidos, o que representa um retrocesso na cooperação bilateral. A tarifa encarece drasticamente os produtos brasileiros no mercado americano, reduzindo sua competitividade e a demanda por exportações de etanol e açúcar do Brasil. Empresas como Raízen (RAIZ4) e São Martinho (SMTO3), que possuem operações significativas no setor, enfrentarão pressão sobre suas receitas e margens de lucro. A medida pode aumentar a oferta de etanol no mercado interno brasileiro, deprimindo os preços e impactando a rentabilidade das usinas. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar e da Bioenergia (Unica) protestou, sinalizando a busca por diálogo diplomático e possíveis renegociações comerciais. Em 2018-2019, a guerra comercial EUA-China, com tarifas sobre produtos agrícolas, reorientou fluxos de comércio, causando perdas estimadas em bilhões para produtores afetados. O horizonte de médio prazo aponta para uma possível diversificação de mercados de exportação ou reajustes na produção do setor sucroenergético brasileiro.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se que as ações das empresas sucroenergéticas brasileiras, como RAIZ4 e SMTO3, enfrentem pressão de venda e revisões de guidance, com o gatilho principal sendo a persistência ou escalada das tarifas. Se as tarifas não forem revertidas, o setor pode ver uma reestruturação de sua estratégia de exportação e de sua capacidade produtiva.
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