Reforma Tributária: Durigan espera não haver atraso em investimentos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou preocupação com o potencial atraso em decisões de investimentos devido à reforma tributária, apesar de sua expectativa de que isso não ocorra. A incerteza regulatória e fiscal eleva o prêmio de risco percebido por empresas, postergando alocações de capital e expansões que dependem de clareza sobre custos e retornos futuros. Ativos brasileiros sensíveis a investimento de longo prazo, como ações de infraestrutura (CCRO3, EQTL3) e imobiliário (CYRE3), podem enfrentar pressão de venda, enquanto o BRL (USDBRL) pode depreciar. A postergação de investimentos pode desacelerar o crescimento do PIB brasileiro, impactando o desempenho do IBOV e a trajetória da Selic, caso o Banco Central reavalie o cenário de atividade. Historicamente, reformas tributárias complexas no Brasil, como a de 1995 (ICMS), geraram períodos de desaceleração de investimentos por 6-12 meses até a consolidação das novas regras. Os próximos passos incluem a regulamentação infraconstitucional da reforma, que trará detalhes cruciais sobre alíquotas e regimes, e as declarações subsequentes do Ministério da Fazenda sobre o tema. No médio prazo (6-18 meses), a implementação bem-sucedida da reforma pode atrair investimentos, mas a fase de transição (2026-2033) manterá a cautela até a plena adaptação do setor produtivo.

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