O presidente da Rússia, Vladimir Putin, minimizou os danos causados por recentes ataques ucranianos a refinarias russas, conforme noticiado pela agência Interfax. Ele afirmou que o impacto foi insignificante e prometeu que Moscou dará uma resposta aos ataques. Este cenário eleva o risco de interrupção na oferta global de petróleo e derivados, mantendo um prêmio de risco nos mercados de energia. A instabilidade nos preços globais do petróleo impacta o custo de importação de derivados no Brasil, influenciando a inflação e a taxa de câmbio, como o USDBRL. Embora a notícia não relate reações diretas de outros agentes, a dinâmica lembra a Crise do Golfo em 1990/1991, quando a incerteza na oferta elevou o preço do petróleo em mais de 100% em poucos meses. O próximo gatilho a monitorar são os dados semanais de produção e estoques de petróleo da EIA nos EUA. O desfecho da situação dependerá da capacidade da Rússia de proteger suas instalações e da intensidade das retaliações, que podem escalar ainda mais o conflito.
Os próximos relatórios de produção e estoques de petróleo da EIA nos EUA, que saem semanalmente, e a evolução das notícias sobre os ataques e retaliações no conflito Rússia-Ucrânia, são cruciais. A decisão do FOMC (Fed) em 28/10 também influenciará o custo do dinheiro para ativos de risco.
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