Em 2 de novembro, ativistas antibélicos bloquearam a entrada da Base Aérea de Lakenheath, localizada no condado de Suffolk, leste do Reino Unido, e utilizada pelas forças armadas dos Estados Unidos. A BBC reportou que cerca de dez pessoas participaram do protesto, incluindo a ativista de direitos humanos Margaret Owen, de 94 anos. Os manifestantes encadearam-se a um carro e entre si, conforme descrito pela fonte. O grupo 'No More Bloody Wars' declarou que a manifestação foi direcionada contra 'guerras ilegais' com envolvimento dos EUA e pedia que o governo britânico impedisse o uso de bases militares do Reino Unido por forças americanas, a fim de evitar cumplicidade em conflitos no Oriente Médio. Os ativistas também expressaram preocupação com o alegado retorno de armas nucleares à base após um longo período. A polícia de Suffolk classificou o evento como um 'pequeno protesto' e confirmou diversas prisões. Em julho, o portal britânico UK Defense Journal citou fontes indicando que os EUA haviam enviado armas nucleares táticas ao Reino Unido pela primeira vez desde 2008, especificamente bombas termonucleares táticas B61-12 para a base de Lakenheath, provenientes da base aérea de Kirtland, no Novo México, e armazenadas em uma nova instalação construída para esse fim. Armas nucleares foram historicamente mantidas em Lakenheath desde 1949, mas foram removidas 18 anos antes do relatório atual. Atualmente, o arsenal nuclear do Reino Unido está em submarinos da classe Vanguard, equipados com mísseis balísticos Trident II (D5) de fabricação americana.
O desfecho de longo prazo relacionado à base de Lakenheath dependerá de futuras decisões políticas do governo britânico sobre a presença militar dos EUA e a política de defesa nuclear. Não há datas específicas divulgadas para revisões dessas políticas em decorrência deste protesto.
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