Uma pesquisa da BofA Global Research revelou que gestores de fundos na China e na Ásia mantiveram o foco em inteligência artificial e chips como temas de investimento preferenciais em agosto. Essa constatação surge após uma acentuada venda global de ações de semicondutores em julho, impulsionada por dúvidas sobre a lucratividade ligada à IA. Os resultados do 'Asia Fund Manager Survey', que entrevistou 98 participantes regionais entre 7 e 13 de agosto, indicam uma persistente alocação de capital institucional nestes setores de tecnologia. Enquanto a maioria mantém a aposta, alguns investidores estão buscando proteger suas exposições tecnológicas. Para o investidor brasileiro, o impacto se traduz em oportunidades de exposição via ETFs globais ou BDRs de empresas de tecnologia, mas com atenção à volatilidade do câmbio (USDBRL=$5.2101). Historicamente, períodos de correção seguidos por manutenção de convicção institucional, como visto na recuperação do setor de tecnologia pós-bolha das pontocom em 2002-2003, podem preceder novas fases de valorização. O próximo gatilho será a divulgação de resultados de grandes empresas de semicondutores e IA, que devem validar ou refutar as preocupações com a lucratividade. No médio prazo, espera-se que a demanda por chips e soluções de IA continue impulsionando o setor, com oscilações pontuais.
Nas próximas 4-6 semanas, o setor de IA e semicondutores deve experimentar volatilidade, mas com uma tendência de alta se os dados de lucros e a demanda por chips de IA se mantiverem fortes. O próximo payroll (4 de setembro) e a decisão do FOMC (16 de setembro) podem introduzir ruído macro, mas o foco permanecerá nos catalisadores específicos do setor. Para o investidor de longo prazo, a manutenção da convicção institucional sugere resiliência e potencial de crescimento contínuo.
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