O Bank for International Settlements (BIS) publicou seu Relatório Econômico Anual em 28 de junho, alertando que o rápido crescimento da Inteligência Artificial (IA) está se tornando uma fonte de instabilidade financeira global. A principal preocupação do BIS reside no mecanismo de financiamento do setor, questionando não a viabilidade da tecnologia em si, mas 'quem' está fornecendo o capital e a concentração de risco associada. Tal estrutura pode gerar bolhas de ativos, especialmente em empresas com valuations já esticados e grande dependência de capital de risco. Para o investidor brasileiro, isso implica em maior aversão ao risco global, impactando o BRL e o IBOV através de empresas expostas ao setor de tecnologia e fundos de private equity. Um paralelo histórico relevante é a bolha das pontocom no início dos anos 2000, onde a supervalorização de empresas de tecnologia sem lucros sustentáveis resultou em uma correção de ~78% no Nasdaq. O próximo gatilho será o monitoramento dos resultados trimestrais de grandes empresas de tecnologia e a divulgação de novos dados sobre o fluxo de financiamento de VC no setor de IA. No médio prazo, há um cenário de maior escrutínio regulatório e possível desaceleração nos investimentos de risco em IA.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se maior volatilidade em ativos de IA, com pressão vendedora sobre empresas e tokens com valuations mais especulativos. Gatilhos adicionais serão os próximos resultados de grandes empresas de tecnologia e a postura de reguladores sobre o financiamento de risco. No médio prazo (3-6 meses), o cenário é de maior escrutínio regulatório e possível desaceleração no ritmo de novas rodadas de financiamento, com o mercado buscando maior transparência e fundamentos sólidos.
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