A BioMarin Pharmaceutical e a Ascendis Pharma anunciaram um acordo para encerrar litígios judiciais em escala global, envolvendo ações no Brasil, Alemanha, Dinamarca, Coreia do Sul e Estados Unidos. As disputas centravam-se no medicamento Yuviwel da Ascendis e patentes da tecnologia de peptídeo natriurético do tipo C (CNP), utilizada pela BioMarin no tratamento da acondroplasia. Pelo acordo, a Ascendis receberá pagamentos de royalties sobre as vendas de medicamentos relacionados à CNP da BioMarin, incluindo vendas no Brasil. Esta resolução elimina custos e riscos associados a litígios prolongados para ambas as empresas, permitindo que a BioMarin mantenha o foco na comercialização de seus tratamentos. Para a Ascendis, o acordo garante uma nova e previsível fonte de receita através dos royalties. Um paralelo histórico pode ser visto na resolução de disputas de patentes entre Gilead e Merck em 2016 sobre medicamentos para hepatite C, que levou a pagamentos de royalties e estabilizou as expectativas de mercado. Os investidores devem monitorar os termos financeiros detalhados do acordo de royalties, que podem ser divulgados nos próximos balanços, e o impacto nas margens futuras da BioMarin.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que o mercado digira os termos do acordo, com foco nas divulgações financeiras de ambas as empresas para quantificar o impacto dos royalties. A ausência de litígios globais em curso deve proporcionar um ambiente mais estável para BMRN, permitindo que a empresa se concentre na execução comercial. Para ASND, a materialização da receita de royalties será um gatilho importante para o desempenho. Um possível gatilho para uma reação mais forte seria a divulgação dos detalhes financeiros do acordo em relatórios trimestrais, que pode solidificar o impacto nas estimativas de lucro.
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