Lucro da Motiva cresce 178% no 3º trimestre

A Motiva (antiga CCR) teve um salto de 178% em seu lucro líquido atribuído aos controladores no terceiro trimestre deste ano. O resultado, que chegou a R$ 3,4 bilhões no período, contra R$ 1,2 bilhão no ano anterior, foi impulsionado principalmente pela venda da plataforma de aeroportos ao grupo mexicano Asur. A operação, concluída em setembro deste ano, envolveu R$ 12,2 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões em pagamento recebido, e o restante em transferência de dívidas. O impacto positivo no lucro líquido do trimestre foi de R$ 2,7 bilhões. Confira os resultados, indicadores e notícias da Motiva e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 O lucro líquido ajustado do período, que exclui os efeitos extraordinários não recorrentes, apresentou um aumento de 9,8% na comparação anual. Outro fator positivo no período foi o aumento de tráfego em rodovias e pelo início de cobrança de pedágio em concessões como a Minas-SP (Fernão Dias), a Motiva Paraná, a Sorocabana e a RioSP. No terceiro trimestre, o fluxo de veículos equivalentes nas estradas operadas pela empresa teve um aumento de 33,3%. Já a movimentação na plataforma de trilhos avançou 0,5% na comparação anual. A receita de venda de bens e serviços da companhia teve uma queda de 2% no trimestre, para R$ 5,6 bilhões. A receita líquida, sem construção, teve um aumento de 12,9%, chegando a R$ 2,8 bilhões no trimestre. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa teve uma queda de 21,7% no trimestre, para R$ 2,35 bilhões. Já o Ebitda ajustado cresceu 13,4%. A dívida líquida consolidada da Motiva terminou o trimestre em R$ 30 bilhões, o que representa um avanço de 7,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, terminou o período em 3,2 vezes, uma redução em relação ao indicador de 3,6 vezes registrado no mesmo período de 2025. Com a venda da plataforma de aeroportos, a empresa fez o resgate antecipado das 17ª e 18ª emissões de debêntures, no valor de R$ 3,7 bilhões. RodoAnel de São Paulo (SP), administrado pela Motiva Divulgação/Motiva

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