Os ataques de 11 de setembro de 2001 transformaram radicalmente a política externa dos Estados Unidos, desencadeando as guerras no Afeganistão e no Iraque. Estes conflitos resultaram em trilhões de dólares em gastos militares, redefinindo o fluxo de capital global e aumentando significativamente a dívida pública, enquanto a demanda por segurança impulsionou o setor de defesa. No Brasil, investidores sentiram o impacto indiretamente via preços de energia e câmbio, mas sem o custo direto dos conflitos. Governos ocidentais intensificaram políticas antiterrorismo e vigilância, enquanto bancos centrais lidaram com choques de oferta e demanda decorrentes da instabilidade geopolítica. Um paralelo histórico pode ser traçado com a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990-1991, que, embora de menor escala, também levou a uma intervenção militar e volatilidade nos mercados de energia. A contínua escalada de tensões em regiões como o Oriente Médio ou novos atos de terrorismo global podem reativar o foco em segurança e defesa. No médio prazo, o legado do 9/11 sugere uma persistente alocação de capital em segurança e um prêmio de risco geopolítico nos mercados de energia.
Nas próximas 12-24 semanas, o legado do 9/11 continuará a influenciar os mercados, com um prêmio de risco geopolítico mantendo o Brent acima de $95. Qualquer escalada de tensões no Oriente Médio ou novos incidentes de segurança global servirão como gatilhos para um aumento nos ativos de defesa e volatilidade nas commodities.
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